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domingo, 22 de janeiro de 2012

2012 O Reinício

O ano começou há poucos dias e chegou a mil por hora! Dias corridos, boas novidades, situações inéditas. Não posso negar que estou curtindo tudo. Mesmo sentindo um "friozinho" na barriga... Uma certa ansiedade... Mas está sendo muito interessante!

Eu, como uma boa ariana, adoro reinícios. A sensação positiva que carrego ao saber que independentemente do que vivi, das experiências que tive, posso recomeçar, "consertar" situações, curar dores passadas. E, essa capacidade de recomeçar todos nós temos, mas é necessário dar um "chega prá lá" no ego para que os revigorantes reinícios possam ser bem aproveitados para nossa evolução.

Mais uma vez chega a mudança. Ela que já se tornou minha companheira constante... Que de tempos em tempos, dá uma chacoalhada na minha vida exigindo que eu me adapte as novas situações, desconhecidos lugares, encontre diferentes personagens... 

A maioria das pessoas que conheço não gostam de mudanças, e é compreensível. A família, a sociedade em geral, nos educa de modo que devemos buscar a segurança acima de tudo. E nos é passado que, com ela conquistada, poderemos ser felizes. Acredito nisso também, fazendo uma importante ressalva: a segurança a se conquistar é a interior! Não tem nada a ver com acúmulo de bens materiais, casamento, filhos, família, fama. Essas são experiências impermanentes, elas chegam, nos ensinam algo e se vão. O problema é o nosso apego a essas situações e pessoas; então, Dona Mudança chega e dá uma corrigida em nosso trajeto, nos mostrando que a acomodação é inimiga de nosso crescimento espiritual. 

Ah, claro que me revoltei muitas vezes com ela! Mas já conquistei uma relativa maturidade para entender que adaptar-se às novas situações é a maneira mais inteligente e rápida de superar os sofrimentos. 

Pois bem, seja bem-vinda Mudança! Que aconteça o melhor em meu caminho! E muito obrigada por não me deixar viver uma vida medíocre!


Obs: Quando há Amor, não importa as circunstâncias que se vive, ele permanece. Só ele permanece! E está muito além das inúmeras mudanças que nos submetemos. 



terça-feira, 27 de dezembro de 2011

2011... Um balanço do ano.

Bom... Final de dezembro... Hum... Hora de fazer o balanço de como foi o ano.
É.. o saldo está bem positivo! Não que eu tenha grandes realizações aos olhos das pessoas, talvez somente um amigo ou outro mais próximo poderá enxergar o que irei relatar...

2011, ano com picos altíssimos, como assistir ao show do U2 de pertinho, vibrando, pulando e cantando! Saindo realizada (e exausta!) de um show fantástico de minha banda preferida. Tendo, como bônus, o prazer de ouvir ao vivo, o Muse, super banda britânica que me conquistou, definitivamente!

Ano de uma maior consolidação de meu crescimento interno, iniciado em anos anteriores. Conquistei um pouco mais de maturidade para lidar com situações difíceis. Situações que me desafiaram, em alguns momentos, além do limite que acharia que suportaria. Pois é... suportei! Eu venci! (A mim mesma!) Foi uma conquista fundamental, importante...

2011, ano de novos amigos e trabalhos, de experiências novas. De caminhos que surgiram param serem desbravados; também de muito apoio de familiares e amigos, no qual, serei eternamente grata.

É... eu chorei, eu gritei, me enraiveci, me revoltei; me acalmei, compreendi, segui e mudei. Também sorri, abracei, beijei, brinquei, meditei, me entreguei...

Seja como for, continuo minha vida, minha jornada. Com tropeços? Sim, vários! Também com dúvidas e oscilações! Mas é meu caminho, não sigo os passos de ninguém.

Eis a sensação máxima deste ano; me sinto muito melhor que o ano anterior! E infinitamente, mais consciente do que nunca! Sei que há muito a aprender, viver e experimentar. Mas estou satisfeita. Um passo de cada vez.

E à todos que se aventuraram a lerem esse blog, um ótimo ano de 2012 com muitas vibrações positivas!

"Love is our resistance" - Muse






terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Finais felizes

Eu acredito em finais felizes em todas as situações. Por mais difícil que seja o contexto que eu esteja vivendo. Há sempre uma fagulha de otimismo que me empurra para frente e me ajuda a seguir.

Claro, que o final feliz não é, necessariamente, o que desejamos em nossa limitada visão da vida. Somos cheios de vontades, e muitas delas perdem sua importância conforme vamos tendo novas experiências. E, algumas vezes, é preciso agradecermos a providência Divina por não ter nos atendido.

É incrível a magia que a Vida faz conosco, quando permitimos que ela aja. Pois, normalmente, brigamos com ela, querendo resolver tudo à nossa maneira. Não estou falando em não ter voz ativa quando é necessário, deixando que decidam por nós, nos posicionando como vítimas do destino cruel; falo sobre a arte de Viver, que estamos aqui para assimilar de modo profundo; sentir através de nossa intuição, quando é necessário agir e quando é imprescindível não-agir; arcando com as consequências dessas escolhas sem, sobretudo, revoltar-se. 

Esse é um dos motivos que justificam minha crença na reencarnação. Deus com sua bondade e justiça absoluta, não iria selecionar alguns para terem saúde, conforto material, apoio familiar, etc; enquanto outros nasceriam com problemas mentais, por exemplo, sem ao menos terem a oportunidade para se desenvolverem como seres humanos através de suas escolhas, exercitando seu livre-arbítrio.

Acredito que todos teremos "finais felizes", que, na verdade, não é um final em si, mas sim a superação dos conflitos (conosco e com os outros) que estamos trazendo há várias encarnações. 

E a "chave" para nossos "finais felizes" é confiarmos na Vida. Não, não é fácil... Há momentos nos quais temos a sensação que tudo que fazemos está sendo em vão. Mas, não podemos nos esquecer que essa vida é só mais uma experiência do espírito em um corpo. Houveram muitas outras vivências e mais algumas virão... Sempre em busca de finais felizes!



sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A tal autenticidade

Será que somos autênticos como gostaríamos de ser? Qual o preço a ser pago para assumirmos a nós mesmos?

Vejamos...

A situação se complica em nossa infância, quando começam as malditas comparações que os adultos nos impinge. "Você viu, como a Ritinha é boazinha?! Você deveria ser educada como ela." - Ouvimos isso, sabendo que a Ritinha esconde muito bem sua malandragem do mundo adulto, buscando o apreço deles. Anos depois, Ritinha com sua habilidade super desenvolvida de manipulação dos egos alheios, é vista, por uma maioria cega e superficial, como a "garota legal". E, realmente, olhando num primeiro momento, veremos ela sendo sempre solícita com seus colegas, amigos e família. Mas, observando bem de perto, veremos um grande medo de ser rejeitada, uma autoestima baixíssima; um ego que precisa do aprovação da sociedade para se sentir bem quisto. Mas, ela própria ainda não se deu conta do papel que aceitou interpretar desde criança. Suas frágeis convicções, só serão abaladas quando a vida lhe trouxer uma série desilusões... com as pessoas, situações, com ela mesma.

É, a autenticidade foi colocada em segundo plano pela necessidade de ser "querida". "Querida" entre aspas mesmo, pois, quem gosta, realmente, do outro, aceita-o integralmente; sem intenções veladas de transformá-lo no que o convém (atitude mesquinha, usada por mulheres levianas para a subjugação masculina; mas isso é um outro assunto). O "gostar", geralmente, está condicionado no que uma pessoa pode proporcionar ao outro, seja, materialmente ou emocionalmente. Caso ela deixe de oferecer, volta-se o foco para o próximo da fila, como, vulgarmente, as pessoas dizem hoje. (Isso também acontece, com frequência, entre amigos e familiares.) Em suma, muitas pessoas, em sua ignorância, fingem que gostam umas das outras, e tudo não passa de um mercantilismo disfarçado de "amor". (Já escrevi sobre isso no post anterior.)

Agora, respondendo as perguntas do início do texto:

Ainda não sou tão autêntica como gostaria; caminho diariamente nesse sentido.

O preço a ser pago, a princípio, é alto. É difícil permanecer autêntico, quando percebemos que o número de pessoas que nos aceitam incondicionalmente, é extremamente restrito. Porém, a alegria e a força que brotam da Alma e nos sustenta em cada momento que somos inteiros, compensa completamente. Além disso, o Amor-próprio não nos deixa sentir sozinhos, na verdade, sentimos cada vez menos necessidade de termos outros ao nosso redor. É muito prazeroso estar com quem amamos, mas é profundamente enriquecedor estar em companhia de nós mesmos.



"A liberdade é a possibilidade do isolamento. És livre se podes afastar-te dos homens, sem que te obrigue a procurá-los a necessidade de dinheiro, ou a necessidade gregária, ou o amor, ou a glória, ou a curiosidade, que no silêncio e na solidão não podem ter alimento. Se te é impossível viver só, nasceste escravo. "

Fernando Pessoa

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Amor... e outras bobagens intituladas de "amor"

Amor...

Não sei falar sobre ele. Leio, ouço inúmeras pessoas tentando descrevê-lo, mas a sensação que tenho é que isso que chamamos de amor, não é Amor! É paixão, carência, necessidade, atração física, conveniência, em suma, ilusões criadas por nossa mente, na qual existe uma outra pessoa que irá viver um "conto de fadas" conosco, realizando todas as nossas mais altas e, muitas vezes, inatingíveis expectativas.

Se ainda não sei ao certo o que é o Amor, pelo menos uma lição fundamental para vivenciá-lo eu assimilei -  Amar e Respeitar a mim mesma, em primeiro lugar! Não podemos dar algo que não temos; e há também aquela antiga frase que acredito muito: 'Semelhantes se atraem!'

Relacionar-se não deixa de ser um exercício de autoconhecimento. Pessoas de diversos perfis psicológicos entram em nossa vida. Esses perfis nada mais são que características que carregamos dentro de nós mesmos projetadas no exterior, representada pelo outro. Sejam elas, boas ou ruins.

Isso é interessante de observar. Toda pessoa que nos ligamos (independe se é uma ligação simpática ou antipática), traz a mesma energia que temos dentro de nós. Isso é uma questão de lógica. Se gostamos do que "vemos" estabelecemos uma relação amistosa, caso contrário, inicia-se (ou reinicia-se, pensando pelo ponto de vista de vidas pregressas) uma relação de conflitos.

Pois é... Observando as relações ao meu redor, constatando que 99,9999...% delas são de atritos, muitas mascaradas por falsos sorrisos e afagos, excessos suspeitos de "eu te amo"; cheguei a conclusão que as pessoas não sabem o que é o Amor e insistem em continuar enganando-se acreditando que sabem.

Eu, ainda, não sei o que é Amor... Mas eu já sei que, o que chamam de amor por aí, absolutamente, não é Amor!






sábado, 19 de novembro de 2011

3x4

Trabalhando como fotógrafa, posso dizer que me sinto aliviada por estar atrás das lentes. Porque quando estou na frente das objetivas...

Tenho duas características, que juntas se tornam fatais para uma foto ruim: Uma fotogenia não muito óbvia e falta de paciência para ficar posando, ou seja, se chegam e me fotografam "modo relâmpago" o resultado não é nada animador... Soma-se a isso uma falta de sincronicidade entre minha vontade de ser fotografada com a presença de alguém que possa exercer tal função, preferencialmente, de modo competente.

Bom, o que me resta, na maioria das vezes é fazer o auto-retrato. Dá um certo trabalho, me fotografo umas cem vezes (aproveito uma ou duas imagens) mas pelo menos fico satisfeita e não saio com expressões um tanto disformes.

Mas, e quando é necessário tirar a "maledeta" foto 3x4?!

Fiz fotos 3x4 de várias pessoas durante alguns meses e posso dizer que não existe ninguém, por melhor fotogenia que carregue, que fique linda... Se a imagem não assustar a humanidade já será um grande feito! (Isso me lembra a foto do meu RG. Melhor eu esquecer...) Há até alguns que ficam bonitinhos.... Mas, convenhamos que, pela falta de expressão exigida para que a foto fique "boa", apresentável é o máximo que se consegue, na maioria dos casos.

Toda essa reflexão por quê?

Hum... É, eu tive que tirar uma foto 3x4 há alguns dias... Ah, deixa prá lá!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

"Eu 'escrevo' em português errado..."

Ok! Eu sei que mudei a letra da música do Legião Urbana, mas peço licença para o Renato Russo e me explicarei.

Sempre gostei de pensar, confabular, bolar teorias. Talvez por isso que tenha resolvido escrever um pouquinho aqui, para dar uma desafogada mental. Espero que funcione! (E não piore o quadro! rs) Mas, vejo o quanto exige explicitarmos nossos pensamentos com coerência seguindo as regras gramaticais, ortográficas, etc. Falar para mim, sempre foi mais fácil. Apesar de que em alguns momentos, por pensar absurdamente rápido, tropeço nas frases. Então, respiro fundo e explano minhas ideias me fazendo entender. (Ou não!)

Agora, se preciso com frequência, "pisar no freio" para me comunicar verbalmente, imagine através da escrita!!
Sendo assim, você que está lendo esse blog, tente ignorar alguns erros que há nos textos, pois, outros virão.

Para quem tem como um dos seus maiores defeitos o perfeccionismo, escrever publicamente está sendo uma grande vitória!!

Até a próxima!

Obs: A música citada é "Meninos e meninas", caso alguém não conheça. (Putz, existe alguém que não conheça o Legião??)


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Multiplicidade X Exclusividade

Não sei... Há coisas que faço que tomam toda minha atenção; em outros casos, no entanto, meu cérebro consegue se dividir em duas, três, quatro tarefas tendo um bom desempenho. A internet me permite exercitar esse meu lado "mil e uma utilidades" simultâneas. Vejo fotos; acompanho o Facebook e Twitter, descubro novos blogs, ouço música... E ainda, mantenho meu "radarzinho" ligado no mundo lá "fora"! Dificilmente me "escapa" algum som ao meu redor (a não ser que eu esteja usando o fone de ouvido, quase arrebentando meus tímpanos com muitos decibéis! hehehe )

Mas se tem algo que não gosto de fazer, é usar dessa divisão quando estou conversando com um(a) amigo(a). Minha atenção fica completamente voltada para a pessoa e o assunto que está sendo conversado. E isso se torna um pouco complicado quando entro em bate-papo nas redes sociais. Ainda bem que eles criaram uma maneira de ficarmos visíveis somente para quem nos interessa, no meu caso, esse recurso é extremamente útil. Preciso falar com fulano, entro e controlo minha visibilidade. Depois que resolvo o assunto ( não que ele seja, necessariamente, sério) fico tranquila e apareço para o restante da lista.

Nesse aspecto, ajo como se estivesse conversando com a pessoa cara a cara. E, é extremamente desagradável quando estamos no maior papo com alguém e somos interrompidos. Uma vez ou outra, até vai, mas quando isso se torna frequente, prefiro deixar para conversar com a pessoa em outro momento com mais tranquilidade.

Talvez seja chatice minha (sou chata!), mas prefiro dizer que é uma questão de oferecer exclusividade! rsrs