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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Palavras que inspiram


Já li muitos textos inspiradores nessa vida. E sempre tem alguns que me marcam de modo especial. Esse, que posto abaixo, é um deles. Simples, descomplicado e profundo.


"Uma canção do místico Kabir:
Converso com meu amor interior e digo, por que tanta pressa? Sentimos que há algum tipo de espírito que ama os pássaros, os animais e as formigas – talvez o mesmo que lhe deu uma centelha no útero de sua mãe. Você acha lógico estar andando inteiramente órfão agora? A verdade é que você mesmo afastou-se e decidiu ir sozinho para a escuridão. Agora está emaranhado em outros e esqueceu o que uma vez sabia, e é por isso que tudo que você faz tem em si algum tipo de falha estranha.

As coisas acontecem quando precisam acontecer. As coisas estão destinadas a acontecer no momento necessário. Tudo está indo bem – basta confiar. Lembre-se da diferença. O teólogo dirá: “Acredite no conceito de Deus.” O místico diz que não há necessidade de acreditar no conceito de Deus, apenas sentir a harmonia na existência. Isso não é um conceito, não é uma crença, é possível senti-lo, está em toda parte. É quase tangível.

No momento em que você acredita ser um com o todo, há um relaxamento, subitamente um fluir acontece, você não precisa se controlar, você pode relaxar. Não há necessidade de ficar tenso, porque não há nenhuma meta pessoal a ser atingida por você. Você flui com Deus. O objetivo de Deus é o seu objetivo, o destino dele é o seu.

Você não tem um destino privado – é esse destino privado que traz problemas. Você não percebeu isso na sua própria vida? Tudo aquilo que você faz resulta em fracasso. Você ainda não conseguiu entender – você acredita que não fez as coisa da forma correta e por isso fracassou. Então tenta um outro projeto e fracassa novamente. Nessa hora você acha que suas habilidades não são boas o bastante, então parte para melhorar suas habilidade e fracassa novamente. Depois você pensa “O mundo inteiro está contra mim” ou “O destino está contra mim”, ou ainda “Sou uma vítima da inveja dos outros”. Você continuará encontrando explicações para seus fracassos, mas nunca irá compreender os motivos reais.

Kabir diz: o fracasso significa você-menos-Deus. Esse é o entendimento de Kabir. O fracasso é igual a você-menos-Deus, e o sucesso é igual a você-mais-Deus. O sucesso está dentro de Deus e com Deus. E, lembre-se, quando digo “Deus” não estou falando de uma pessoa sentada em algum paraíso, mas do espírito cósmico, do Tao, da lei que permeia toda a existência. A lei a partir da qual você nasceu e para a qual um dia irá retornar."

Osho


domingo, 22 de janeiro de 2012

2012 O Reinício

O ano começou há poucos dias e chegou a mil por hora! Dias corridos, boas novidades, situações inéditas. Não posso negar que estou curtindo tudo. Mesmo sentindo um "friozinho" na barriga... Uma certa ansiedade... Mas está sendo muito interessante!

Eu, como uma boa ariana, adoro reinícios. A sensação positiva que carrego ao saber que independentemente do que vivi, das experiências que tive, posso recomeçar, "consertar" situações, curar dores passadas. E, essa capacidade de recomeçar todos nós temos, mas é necessário dar um "chega prá lá" no ego para que os revigorantes reinícios possam ser bem aproveitados para nossa evolução.

Mais uma vez chega a mudança. Ela que já se tornou minha companheira constante... Que de tempos em tempos, dá uma chacoalhada na minha vida exigindo que eu me adapte as novas situações, desconhecidos lugares, encontre diferentes personagens... 

A maioria das pessoas que conheço não gostam de mudanças, e é compreensível. A família, a sociedade em geral, nos educa de modo que devemos buscar a segurança acima de tudo. E nos é passado que, com ela conquistada, poderemos ser felizes. Acredito nisso também, fazendo uma importante ressalva: a segurança a se conquistar é a interior! Não tem nada a ver com acúmulo de bens materiais, casamento, filhos, família, fama. Essas são experiências impermanentes, elas chegam, nos ensinam algo e se vão. O problema é o nosso apego a essas situações e pessoas; então, Dona Mudança chega e dá uma corrigida em nosso trajeto, nos mostrando que a acomodação é inimiga de nosso crescimento espiritual. 

Ah, claro que me revoltei muitas vezes com ela! Mas já conquistei uma relativa maturidade para entender que adaptar-se às novas situações é a maneira mais inteligente e rápida de superar os sofrimentos. 

Pois bem, seja bem-vinda Mudança! Que aconteça o melhor em meu caminho! E muito obrigada por não me deixar viver uma vida medíocre!


Obs: Quando há Amor, não importa as circunstâncias que se vive, ele permanece. Só ele permanece! E está muito além das inúmeras mudanças que nos submetemos. 



terça-feira, 27 de dezembro de 2011

2011... Um balanço do ano.

Bom... Final de dezembro... Hum... Hora de fazer o balanço de como foi o ano.
É.. o saldo está bem positivo! Não que eu tenha grandes realizações aos olhos das pessoas, talvez somente um amigo ou outro mais próximo poderá enxergar o que irei relatar...

2011, ano com picos altíssimos, como assistir ao show do U2 de pertinho, vibrando, pulando e cantando! Saindo realizada (e exausta!) de um show fantástico de minha banda preferida. Tendo, como bônus, o prazer de ouvir ao vivo, o Muse, super banda britânica que me conquistou, definitivamente!

Ano de uma maior consolidação de meu crescimento interno, iniciado em anos anteriores. Conquistei um pouco mais de maturidade para lidar com situações difíceis. Situações que me desafiaram, em alguns momentos, além do limite que acharia que suportaria. Pois é... suportei! Eu venci! (A mim mesma!) Foi uma conquista fundamental, importante...

2011, ano de novos amigos e trabalhos, de experiências novas. De caminhos que surgiram param serem desbravados; também de muito apoio de familiares e amigos, no qual, serei eternamente grata.

É... eu chorei, eu gritei, me enraiveci, me revoltei; me acalmei, compreendi, segui e mudei. Também sorri, abracei, beijei, brinquei, meditei, me entreguei...

Seja como for, continuo minha vida, minha jornada. Com tropeços? Sim, vários! Também com dúvidas e oscilações! Mas é meu caminho, não sigo os passos de ninguém.

Eis a sensação máxima deste ano; me sinto muito melhor que o ano anterior! E infinitamente, mais consciente do que nunca! Sei que há muito a aprender, viver e experimentar. Mas estou satisfeita. Um passo de cada vez.

E à todos que se aventuraram a lerem esse blog, um ótimo ano de 2012 com muitas vibrações positivas!

"Love is our resistance" - Muse






terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Finais felizes

Eu acredito em finais felizes em todas as situações. Por mais difícil que seja o contexto que eu esteja vivendo. Há sempre uma fagulha de otimismo que me empurra para frente e me ajuda a seguir.

Claro, que o final feliz não é, necessariamente, o que desejamos em nossa limitada visão da vida. Somos cheios de vontades, e muitas delas perdem sua importância conforme vamos tendo novas experiências. E, algumas vezes, é preciso agradecermos a providência Divina por não ter nos atendido.

É incrível a magia que a Vida faz conosco, quando permitimos que ela aja. Pois, normalmente, brigamos com ela, querendo resolver tudo à nossa maneira. Não estou falando em não ter voz ativa quando é necessário, deixando que decidam por nós, nos posicionando como vítimas do destino cruel; falo sobre a arte de Viver, que estamos aqui para assimilar de modo profundo; sentir através de nossa intuição, quando é necessário agir e quando é imprescindível não-agir; arcando com as consequências dessas escolhas sem, sobretudo, revoltar-se. 

Esse é um dos motivos que justificam minha crença na reencarnação. Deus com sua bondade e justiça absoluta, não iria selecionar alguns para terem saúde, conforto material, apoio familiar, etc; enquanto outros nasceriam com problemas mentais, por exemplo, sem ao menos terem a oportunidade para se desenvolverem como seres humanos através de suas escolhas, exercitando seu livre-arbítrio.

Acredito que todos teremos "finais felizes", que, na verdade, não é um final em si, mas sim a superação dos conflitos (conosco e com os outros) que estamos trazendo há várias encarnações. 

E a "chave" para nossos "finais felizes" é confiarmos na Vida. Não, não é fácil... Há momentos nos quais temos a sensação que tudo que fazemos está sendo em vão. Mas, não podemos nos esquecer que essa vida é só mais uma experiência do espírito em um corpo. Houveram muitas outras vivências e mais algumas virão... Sempre em busca de finais felizes!



sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A tal autenticidade

Será que somos autênticos como gostaríamos de ser? Qual o preço a ser pago para assumirmos a nós mesmos?

Vejamos...

A situação se complica em nossa infância, quando começam as malditas comparações que os adultos nos impinge. "Você viu, como a Ritinha é boazinha?! Você deveria ser educada como ela." - Ouvimos isso, sabendo que a Ritinha esconde muito bem sua malandragem do mundo adulto, buscando o apreço deles. Anos depois, Ritinha com sua habilidade super desenvolvida de manipulação dos egos alheios, é vista, por uma maioria cega e superficial, como a "garota legal". E, realmente, olhando num primeiro momento, veremos ela sendo sempre solícita com seus colegas, amigos e família. Mas, observando bem de perto, veremos um grande medo de ser rejeitada, uma autoestima baixíssima; um ego que precisa do aprovação da sociedade para se sentir bem quisto. Mas, ela própria ainda não se deu conta do papel que aceitou interpretar desde criança. Suas frágeis convicções, só serão abaladas quando a vida lhe trouxer uma série desilusões... com as pessoas, situações, com ela mesma.

É, a autenticidade foi colocada em segundo plano pela necessidade de ser "querida". "Querida" entre aspas mesmo, pois, quem gosta, realmente, do outro, aceita-o integralmente; sem intenções veladas de transformá-lo no que o convém (atitude mesquinha, usada por mulheres levianas para a subjugação masculina; mas isso é um outro assunto). O "gostar", geralmente, está condicionado no que uma pessoa pode proporcionar ao outro, seja, materialmente ou emocionalmente. Caso ela deixe de oferecer, volta-se o foco para o próximo da fila, como, vulgarmente, as pessoas dizem hoje. (Isso também acontece, com frequência, entre amigos e familiares.) Em suma, muitas pessoas, em sua ignorância, fingem que gostam umas das outras, e tudo não passa de um mercantilismo disfarçado de "amor". (Já escrevi sobre isso no post anterior.)

Agora, respondendo as perguntas do início do texto:

Ainda não sou tão autêntica como gostaria; caminho diariamente nesse sentido.

O preço a ser pago, a princípio, é alto. É difícil permanecer autêntico, quando percebemos que o número de pessoas que nos aceitam incondicionalmente, é extremamente restrito. Porém, a alegria e a força que brotam da Alma e nos sustenta em cada momento que somos inteiros, compensa completamente. Além disso, o Amor-próprio não nos deixa sentir sozinhos, na verdade, sentimos cada vez menos necessidade de termos outros ao nosso redor. É muito prazeroso estar com quem amamos, mas é profundamente enriquecedor estar em companhia de nós mesmos.



"A liberdade é a possibilidade do isolamento. És livre se podes afastar-te dos homens, sem que te obrigue a procurá-los a necessidade de dinheiro, ou a necessidade gregária, ou o amor, ou a glória, ou a curiosidade, que no silêncio e na solidão não podem ter alimento. Se te é impossível viver só, nasceste escravo. "

Fernando Pessoa

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Amor... e outras bobagens intituladas de "amor"

Amor...

Não sei falar sobre ele. Leio, ouço inúmeras pessoas tentando descrevê-lo, mas a sensação que tenho é que isso que chamamos de amor, não é Amor! É paixão, carência, necessidade, atração física, conveniência, em suma, ilusões criadas por nossa mente, na qual existe uma outra pessoa que irá viver um "conto de fadas" conosco, realizando todas as nossas mais altas e, muitas vezes, inatingíveis expectativas.

Se ainda não sei ao certo o que é o Amor, pelo menos uma lição fundamental para vivenciá-lo eu assimilei -  Amar e Respeitar a mim mesma, em primeiro lugar! Não podemos dar algo que não temos; e há também aquela antiga frase que acredito muito: 'Semelhantes se atraem!'

Relacionar-se não deixa de ser um exercício de autoconhecimento. Pessoas de diversos perfis psicológicos entram em nossa vida. Esses perfis nada mais são que características que carregamos dentro de nós mesmos projetadas no exterior, representada pelo outro. Sejam elas, boas ou ruins.

Isso é interessante de observar. Toda pessoa que nos ligamos (independe se é uma ligação simpática ou antipática), traz a mesma energia que temos dentro de nós. Isso é uma questão de lógica. Se gostamos do que "vemos" estabelecemos uma relação amistosa, caso contrário, inicia-se (ou reinicia-se, pensando pelo ponto de vista de vidas pregressas) uma relação de conflitos.

Pois é... Observando as relações ao meu redor, constatando que 99,9999...% delas são de atritos, muitas mascaradas por falsos sorrisos e afagos, excessos suspeitos de "eu te amo"; cheguei a conclusão que as pessoas não sabem o que é o Amor e insistem em continuar enganando-se acreditando que sabem.

Eu, ainda, não sei o que é Amor... Mas eu já sei que, o que chamam de amor por aí, absolutamente, não é Amor!






quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A Chuva...

Há pessoas que não apreciam a chuva. Talvez, por não gostar muito de calor fico muito feliz quando chove. Adoro a sensação de frescor e alívio que ela nos traz e do sutil convite para que nos aquietemos.

Vivemos num mundo onde a extroversão é praticamente uma característica obrigatória para que sejamos aceitos socialmente. E a chuva e o frio, normalmente, causam um efeito que, para muitos, é um incômodo; eles fazem com que nos recolhamos.
Permanecemos mais tempo em nossa casa, com menos distrações para nossa mente. Tudo lá fora fica mais silencioso... Em compensação, nosso mundo interior mostra a imensa confusão que carregamos no dia a dia. Confusão que tem sua voz abafada por nossas diárias obrigações e inúmeros desejos e ilusões.

Todos os dias, a vida nos dá oportunidades para que voltemos nossa atenção para dentro de nós mesmos. Mas, e o medo de olhar para dentro de si? Qual o conteúdo da 'bagagem' que carregamos? Será que conseguiremos lidar com os aspectos negativos de nossa personalidade sem nos condenarmos a uma profunda culpa?

Sim, é difícil fazer isso... Em alguns momentos, quase impossível! Mas ainda não experimentei nada mais libertador. É... LIBERTA A DOR!
Liberta-nos da autocobrança e perfeccionismo que nossa vaidade insiste em nos impor para que sejamos considerados 'bons' para o mundo.
Liberta-nos das ilusões e expectativas que criamos em relação à todos.
Enfim, liberta a dor que sentimos por desconhecer quem Somos...

Porém, maioria das pessoas não tem coragem de iniciar sua busca, preferem continuar enganando-se, fingindo que são felizes tentando preencher suas vidas com 'amores', filhos, amigos, dinheiro e posses. O problema não está em casar, constituir família, ter amigos, etc; a armadilha está em transformar todas esses possíveis acontecimentos em razões fundamentais para se viver. Como se existisse um roteiro idêntico a ser seguido por todos os seres humanos.

Deus é extremamente criativo. Até hoje, não fez uma cópia se quer em sua infinita criação. Então, por que nós insistimos em sermos infelizes continuando a copiar comportamentos que contrariam nossa Alma?!

Mais cedo ou mais tarde, por amor ou pela dor, todos iremos trilhar o caminho para o autoconhecimento... Exige muita persistência e força começar essa caminhada; mas não há nada mais gratificante do que sentirmos que a cada passo dado nos tornamos mais seguros, brandos e confiantes.

Assim.... Que venha a chuva! Com suas reflexões, meditações para quem quiser aproveitar...

It's In The Rain - Enya

domingo, 20 de novembro de 2011

Relativo

Na vida, nada é absolutamente bom ou ruim. Para fazermos essa classificação, tudo dependerá de quais são nossas prioridades e necessidades.

Atualmente, moro em uma cidade pequena. E para quem, como eu, que até pouco tempo atrás vivia no centro de uma grande metrópole, percebo alguns pontos negativos e positivos de ambos os lugares.

Tenho saudades da praticidade das cidades grandes. Supermercado aberto 24h; várias livrarias e sebos para meu regozijo; cinemas de diversos gêneros; padarias recheadas com guloseimas fantasticamente deliciosas; em suma, opções culturais, gastronômicas e de entretenimento que somente um grande centro pode oferecer. Por outro lado, dispenso os elevados níveis de poluição sonora e do ar; também a constante iluminação artificial noturna, que não nos permite ver as belíssimas estrelas.

Nesse lugarzinho que estou agora, entre as montanhas, tenho o prazer de poder desfrutar do som dos passarinhos, livres! Há também uns macaquinhos simpáticos que gostam de nos alegrar com sua presença.  Dias atrás, andando de bicicleta (atividade que hoje voltei a praticar sem o stress de ser atropelada!), em uma calma tarde de domingo, dou de cara com um lagarto transeunte... Ele estava numa boa, andando vagarosamente numa calçada, despreocupado... Essa diária proximidade com a natureza, é uma das grandes vantagens que compensa, imensamente, a restrita variedade de lazer de um pequeno município do interior.

Assim, uma lição que a vida está me trazendo, é a necessidade de adaptação as circunstâncias, locais e pessoas que chegam até mim. Por isso, procuro extrair o melhor do momento presente. Se hoje estou numa cidade pequena, isso é o melhor para minha evolução, e se um dia voltar para um grande centro, com certeza, também farei com que seja uma proveitosa experiência.

Na foto acima, pode ser visto um pouquinho dos caminhos que costumo pedalar.