terça-feira, 29 de novembro de 2011

Amor... e outras bobagens intituladas de "amor"

Amor...

Não sei falar sobre ele. Leio, ouço inúmeras pessoas tentando descrevê-lo, mas a sensação que tenho é que isso que chamamos de amor, não é Amor! É paixão, carência, necessidade, atração física, conveniência, em suma, ilusões criadas por nossa mente, na qual existe uma outra pessoa que irá viver um "conto de fadas" conosco, realizando todas as nossas mais altas e, muitas vezes, inatingíveis expectativas.

Se ainda não sei ao certo o que é o Amor, pelo menos uma lição fundamental para vivenciá-lo eu assimilei -  Amar e Respeitar a mim mesma, em primeiro lugar! Não podemos dar algo que não temos; e há também aquela antiga frase que acredito muito: 'Semelhantes se atraem!'

Relacionar-se não deixa de ser um exercício de autoconhecimento. Pessoas de diversos perfis psicológicos entram em nossa vida. Esses perfis nada mais são que características que carregamos dentro de nós mesmos projetadas no exterior, representada pelo outro. Sejam elas, boas ou ruins.

Isso é interessante de observar. Toda pessoa que nos ligamos (independe se é uma ligação simpática ou antipática), traz a mesma energia que temos dentro de nós. Isso é uma questão de lógica. Se gostamos do que "vemos" estabelecemos uma relação amistosa, caso contrário, inicia-se (ou reinicia-se, pensando pelo ponto de vista de vidas pregressas) uma relação de conflitos.

Pois é... Observando as relações ao meu redor, constatando que 99,9999...% delas são de atritos, muitas mascaradas por falsos sorrisos e afagos, excessos suspeitos de "eu te amo"; cheguei a conclusão que as pessoas não sabem o que é o Amor e insistem em continuar enganando-se acreditando que sabem.

Eu, ainda, não sei o que é Amor... Mas eu já sei que, o que chamam de amor por aí, absolutamente, não é Amor!






quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A Chuva...

Há pessoas que não apreciam a chuva. Talvez, por não gostar muito de calor fico muito feliz quando chove. Adoro a sensação de frescor e alívio que ela nos traz e do sutil convite para que nos aquietemos.

Vivemos num mundo onde a extroversão é praticamente uma característica obrigatória para que sejamos aceitos socialmente. E a chuva e o frio, normalmente, causam um efeito que, para muitos, é um incômodo; eles fazem com que nos recolhamos.
Permanecemos mais tempo em nossa casa, com menos distrações para nossa mente. Tudo lá fora fica mais silencioso... Em compensação, nosso mundo interior mostra a imensa confusão que carregamos no dia a dia. Confusão que tem sua voz abafada por nossas diárias obrigações e inúmeros desejos e ilusões.

Todos os dias, a vida nos dá oportunidades para que voltemos nossa atenção para dentro de nós mesmos. Mas, e o medo de olhar para dentro de si? Qual o conteúdo da 'bagagem' que carregamos? Será que conseguiremos lidar com os aspectos negativos de nossa personalidade sem nos condenarmos a uma profunda culpa?

Sim, é difícil fazer isso... Em alguns momentos, quase impossível! Mas ainda não experimentei nada mais libertador. É... LIBERTA A DOR!
Liberta-nos da autocobrança e perfeccionismo que nossa vaidade insiste em nos impor para que sejamos considerados 'bons' para o mundo.
Liberta-nos das ilusões e expectativas que criamos em relação à todos.
Enfim, liberta a dor que sentimos por desconhecer quem Somos...

Porém, maioria das pessoas não tem coragem de iniciar sua busca, preferem continuar enganando-se, fingindo que são felizes tentando preencher suas vidas com 'amores', filhos, amigos, dinheiro e posses. O problema não está em casar, constituir família, ter amigos, etc; a armadilha está em transformar todas esses possíveis acontecimentos em razões fundamentais para se viver. Como se existisse um roteiro idêntico a ser seguido por todos os seres humanos.

Deus é extremamente criativo. Até hoje, não fez uma cópia se quer em sua infinita criação. Então, por que nós insistimos em sermos infelizes continuando a copiar comportamentos que contrariam nossa Alma?!

Mais cedo ou mais tarde, por amor ou pela dor, todos iremos trilhar o caminho para o autoconhecimento... Exige muita persistência e força começar essa caminhada; mas não há nada mais gratificante do que sentirmos que a cada passo dado nos tornamos mais seguros, brandos e confiantes.

Assim.... Que venha a chuva! Com suas reflexões, meditações para quem quiser aproveitar...

It's In The Rain - Enya

domingo, 20 de novembro de 2011

Relativo

Na vida, nada é absolutamente bom ou ruim. Para fazermos essa classificação, tudo dependerá de quais são nossas prioridades e necessidades.

Atualmente, moro em uma cidade pequena. E para quem, como eu, que até pouco tempo atrás vivia no centro de uma grande metrópole, percebo alguns pontos negativos e positivos de ambos os lugares.

Tenho saudades da praticidade das cidades grandes. Supermercado aberto 24h; várias livrarias e sebos para meu regozijo; cinemas de diversos gêneros; padarias recheadas com guloseimas fantasticamente deliciosas; em suma, opções culturais, gastronômicas e de entretenimento que somente um grande centro pode oferecer. Por outro lado, dispenso os elevados níveis de poluição sonora e do ar; também a constante iluminação artificial noturna, que não nos permite ver as belíssimas estrelas.

Nesse lugarzinho que estou agora, entre as montanhas, tenho o prazer de poder desfrutar do som dos passarinhos, livres! Há também uns macaquinhos simpáticos que gostam de nos alegrar com sua presença.  Dias atrás, andando de bicicleta (atividade que hoje voltei a praticar sem o stress de ser atropelada!), em uma calma tarde de domingo, dou de cara com um lagarto transeunte... Ele estava numa boa, andando vagarosamente numa calçada, despreocupado... Essa diária proximidade com a natureza, é uma das grandes vantagens que compensa, imensamente, a restrita variedade de lazer de um pequeno município do interior.

Assim, uma lição que a vida está me trazendo, é a necessidade de adaptação as circunstâncias, locais e pessoas que chegam até mim. Por isso, procuro extrair o melhor do momento presente. Se hoje estou numa cidade pequena, isso é o melhor para minha evolução, e se um dia voltar para um grande centro, com certeza, também farei com que seja uma proveitosa experiência.

Na foto acima, pode ser visto um pouquinho dos caminhos que costumo pedalar.

sábado, 19 de novembro de 2011

3x4

Trabalhando como fotógrafa, posso dizer que me sinto aliviada por estar atrás das lentes. Porque quando estou na frente das objetivas...

Tenho duas características, que juntas se tornam fatais para uma foto ruim: Uma fotogenia não muito óbvia e falta de paciência para ficar posando, ou seja, se chegam e me fotografam "modo relâmpago" o resultado não é nada animador... Soma-se a isso uma falta de sincronicidade entre minha vontade de ser fotografada com a presença de alguém que possa exercer tal função, preferencialmente, de modo competente.

Bom, o que me resta, na maioria das vezes é fazer o auto-retrato. Dá um certo trabalho, me fotografo umas cem vezes (aproveito uma ou duas imagens) mas pelo menos fico satisfeita e não saio com expressões um tanto disformes.

Mas, e quando é necessário tirar a "maledeta" foto 3x4?!

Fiz fotos 3x4 de várias pessoas durante alguns meses e posso dizer que não existe ninguém, por melhor fotogenia que carregue, que fique linda... Se a imagem não assustar a humanidade já será um grande feito! (Isso me lembra a foto do meu RG. Melhor eu esquecer...) Há até alguns que ficam bonitinhos.... Mas, convenhamos que, pela falta de expressão exigida para que a foto fique "boa", apresentável é o máximo que se consegue, na maioria dos casos.

Toda essa reflexão por quê?

Hum... É, eu tive que tirar uma foto 3x4 há alguns dias... Ah, deixa prá lá!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

"Eu 'escrevo' em português errado..."

Ok! Eu sei que mudei a letra da música do Legião Urbana, mas peço licença para o Renato Russo e me explicarei.

Sempre gostei de pensar, confabular, bolar teorias. Talvez por isso que tenha resolvido escrever um pouquinho aqui, para dar uma desafogada mental. Espero que funcione! (E não piore o quadro! rs) Mas, vejo o quanto exige explicitarmos nossos pensamentos com coerência seguindo as regras gramaticais, ortográficas, etc. Falar para mim, sempre foi mais fácil. Apesar de que em alguns momentos, por pensar absurdamente rápido, tropeço nas frases. Então, respiro fundo e explano minhas ideias me fazendo entender. (Ou não!)

Agora, se preciso com frequência, "pisar no freio" para me comunicar verbalmente, imagine através da escrita!!
Sendo assim, você que está lendo esse blog, tente ignorar alguns erros que há nos textos, pois, outros virão.

Para quem tem como um dos seus maiores defeitos o perfeccionismo, escrever publicamente está sendo uma grande vitória!!

Até a próxima!

Obs: A música citada é "Meninos e meninas", caso alguém não conheça. (Putz, existe alguém que não conheça o Legião??)


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Multiplicidade X Exclusividade

Não sei... Há coisas que faço que tomam toda minha atenção; em outros casos, no entanto, meu cérebro consegue se dividir em duas, três, quatro tarefas tendo um bom desempenho. A internet me permite exercitar esse meu lado "mil e uma utilidades" simultâneas. Vejo fotos; acompanho o Facebook e Twitter, descubro novos blogs, ouço música... E ainda, mantenho meu "radarzinho" ligado no mundo lá "fora"! Dificilmente me "escapa" algum som ao meu redor (a não ser que eu esteja usando o fone de ouvido, quase arrebentando meus tímpanos com muitos decibéis! hehehe )

Mas se tem algo que não gosto de fazer, é usar dessa divisão quando estou conversando com um(a) amigo(a). Minha atenção fica completamente voltada para a pessoa e o assunto que está sendo conversado. E isso se torna um pouco complicado quando entro em bate-papo nas redes sociais. Ainda bem que eles criaram uma maneira de ficarmos visíveis somente para quem nos interessa, no meu caso, esse recurso é extremamente útil. Preciso falar com fulano, entro e controlo minha visibilidade. Depois que resolvo o assunto ( não que ele seja, necessariamente, sério) fico tranquila e apareço para o restante da lista.

Nesse aspecto, ajo como se estivesse conversando com a pessoa cara a cara. E, é extremamente desagradável quando estamos no maior papo com alguém e somos interrompidos. Uma vez ou outra, até vai, mas quando isso se torna frequente, prefiro deixar para conversar com a pessoa em outro momento com mais tranquilidade.

Talvez seja chatice minha (sou chata!), mas prefiro dizer que é uma questão de oferecer exclusividade! rsrs