terça-feira, 27 de dezembro de 2011

2011... Um balanço do ano.

Bom... Final de dezembro... Hum... Hora de fazer o balanço de como foi o ano.
É.. o saldo está bem positivo! Não que eu tenha grandes realizações aos olhos das pessoas, talvez somente um amigo ou outro mais próximo poderá enxergar o que irei relatar...

2011, ano com picos altíssimos, como assistir ao show do U2 de pertinho, vibrando, pulando e cantando! Saindo realizada (e exausta!) de um show fantástico de minha banda preferida. Tendo, como bônus, o prazer de ouvir ao vivo, o Muse, super banda britânica que me conquistou, definitivamente!

Ano de uma maior consolidação de meu crescimento interno, iniciado em anos anteriores. Conquistei um pouco mais de maturidade para lidar com situações difíceis. Situações que me desafiaram, em alguns momentos, além do limite que acharia que suportaria. Pois é... suportei! Eu venci! (A mim mesma!) Foi uma conquista fundamental, importante...

2011, ano de novos amigos e trabalhos, de experiências novas. De caminhos que surgiram param serem desbravados; também de muito apoio de familiares e amigos, no qual, serei eternamente grata.

É... eu chorei, eu gritei, me enraiveci, me revoltei; me acalmei, compreendi, segui e mudei. Também sorri, abracei, beijei, brinquei, meditei, me entreguei...

Seja como for, continuo minha vida, minha jornada. Com tropeços? Sim, vários! Também com dúvidas e oscilações! Mas é meu caminho, não sigo os passos de ninguém.

Eis a sensação máxima deste ano; me sinto muito melhor que o ano anterior! E infinitamente, mais consciente do que nunca! Sei que há muito a aprender, viver e experimentar. Mas estou satisfeita. Um passo de cada vez.

E à todos que se aventuraram a lerem esse blog, um ótimo ano de 2012 com muitas vibrações positivas!

"Love is our resistance" - Muse






terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Finais felizes

Eu acredito em finais felizes em todas as situações. Por mais difícil que seja o contexto que eu esteja vivendo. Há sempre uma fagulha de otimismo que me empurra para frente e me ajuda a seguir.

Claro, que o final feliz não é, necessariamente, o que desejamos em nossa limitada visão da vida. Somos cheios de vontades, e muitas delas perdem sua importância conforme vamos tendo novas experiências. E, algumas vezes, é preciso agradecermos a providência Divina por não ter nos atendido.

É incrível a magia que a Vida faz conosco, quando permitimos que ela aja. Pois, normalmente, brigamos com ela, querendo resolver tudo à nossa maneira. Não estou falando em não ter voz ativa quando é necessário, deixando que decidam por nós, nos posicionando como vítimas do destino cruel; falo sobre a arte de Viver, que estamos aqui para assimilar de modo profundo; sentir através de nossa intuição, quando é necessário agir e quando é imprescindível não-agir; arcando com as consequências dessas escolhas sem, sobretudo, revoltar-se. 

Esse é um dos motivos que justificam minha crença na reencarnação. Deus com sua bondade e justiça absoluta, não iria selecionar alguns para terem saúde, conforto material, apoio familiar, etc; enquanto outros nasceriam com problemas mentais, por exemplo, sem ao menos terem a oportunidade para se desenvolverem como seres humanos através de suas escolhas, exercitando seu livre-arbítrio.

Acredito que todos teremos "finais felizes", que, na verdade, não é um final em si, mas sim a superação dos conflitos (conosco e com os outros) que estamos trazendo há várias encarnações. 

E a "chave" para nossos "finais felizes" é confiarmos na Vida. Não, não é fácil... Há momentos nos quais temos a sensação que tudo que fazemos está sendo em vão. Mas, não podemos nos esquecer que essa vida é só mais uma experiência do espírito em um corpo. Houveram muitas outras vivências e mais algumas virão... Sempre em busca de finais felizes!



sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A tal autenticidade

Será que somos autênticos como gostaríamos de ser? Qual o preço a ser pago para assumirmos a nós mesmos?

Vejamos...

A situação se complica em nossa infância, quando começam as malditas comparações que os adultos nos impinge. "Você viu, como a Ritinha é boazinha?! Você deveria ser educada como ela." - Ouvimos isso, sabendo que a Ritinha esconde muito bem sua malandragem do mundo adulto, buscando o apreço deles. Anos depois, Ritinha com sua habilidade super desenvolvida de manipulação dos egos alheios, é vista, por uma maioria cega e superficial, como a "garota legal". E, realmente, olhando num primeiro momento, veremos ela sendo sempre solícita com seus colegas, amigos e família. Mas, observando bem de perto, veremos um grande medo de ser rejeitada, uma autoestima baixíssima; um ego que precisa do aprovação da sociedade para se sentir bem quisto. Mas, ela própria ainda não se deu conta do papel que aceitou interpretar desde criança. Suas frágeis convicções, só serão abaladas quando a vida lhe trouxer uma série desilusões... com as pessoas, situações, com ela mesma.

É, a autenticidade foi colocada em segundo plano pela necessidade de ser "querida". "Querida" entre aspas mesmo, pois, quem gosta, realmente, do outro, aceita-o integralmente; sem intenções veladas de transformá-lo no que o convém (atitude mesquinha, usada por mulheres levianas para a subjugação masculina; mas isso é um outro assunto). O "gostar", geralmente, está condicionado no que uma pessoa pode proporcionar ao outro, seja, materialmente ou emocionalmente. Caso ela deixe de oferecer, volta-se o foco para o próximo da fila, como, vulgarmente, as pessoas dizem hoje. (Isso também acontece, com frequência, entre amigos e familiares.) Em suma, muitas pessoas, em sua ignorância, fingem que gostam umas das outras, e tudo não passa de um mercantilismo disfarçado de "amor". (Já escrevi sobre isso no post anterior.)

Agora, respondendo as perguntas do início do texto:

Ainda não sou tão autêntica como gostaria; caminho diariamente nesse sentido.

O preço a ser pago, a princípio, é alto. É difícil permanecer autêntico, quando percebemos que o número de pessoas que nos aceitam incondicionalmente, é extremamente restrito. Porém, a alegria e a força que brotam da Alma e nos sustenta em cada momento que somos inteiros, compensa completamente. Além disso, o Amor-próprio não nos deixa sentir sozinhos, na verdade, sentimos cada vez menos necessidade de termos outros ao nosso redor. É muito prazeroso estar com quem amamos, mas é profundamente enriquecedor estar em companhia de nós mesmos.



"A liberdade é a possibilidade do isolamento. És livre se podes afastar-te dos homens, sem que te obrigue a procurá-los a necessidade de dinheiro, ou a necessidade gregária, ou o amor, ou a glória, ou a curiosidade, que no silêncio e na solidão não podem ter alimento. Se te é impossível viver só, nasceste escravo. "

Fernando Pessoa